Nos últimos anos, a busca por métodos mais precisos de análise comportamental cresceu dentro das médias empresas, especialmente nos setores de RH. Dois dos modelos mais conhecidos, DISC e MBTI, tornaram-se referências para compreender perfis, apoiar o desenvolvimento de equipes e fundamentar decisões estratégicas. Mas, afinal, qual deles responde melhor às necessidades do RH moderno? Em nossa trajetória na SeuComportamento, acompanhamos de perto a aplicação de cada abordagem nas empresas que atendemos e reunimos neste artigo um comparativo prático sobre ambos, destacando suas potencialidades e limitações reais.
Como funcionam os testes comportamentais?
Antes de comparar, precisamos entender como cada ferramenta analisa o comportamento. O DISC, criado a partir dos estudos de William Marston, observa quatro fatores principais: Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade. Já o MBTI (Myers-Briggs Type Indicator), inspirado nas teorias de Carl Jung, classifica indivíduos em 16 tipos de personalidade, levando em conta preferências como introversão/extroversão e forma de tomar decisões.
Esses modelos servem propósitos semelhantes, mas partem de estruturas diferentes. O DISC foca nos padrões comportamentais que surgem em ambientes profissionais e interações diárias. O MBTI, por sua vez, busca entender os motivadores internos e as formas como as pessoas percebem o mundo e se relacionam.

Aplicação prática do DISC no RH
Identificamos que o DISC, por trabalhar com perfis voltados ao comportamento observável, é bem aceito em processos seletivos, integração de novos colaboradores e na formação de equipes equilibradas. Um dos pontos fortes está na objetividade dos relatórios: é rápido de aplicar e fácil de interpretar, oferecendo informações claras sobre como a pessoa tende a agir em situações de pressão, tomada de decisão e colaboração.
Casos práticos mostram ganhos concretos. Um estudo de caso em um escritório de advocacia registrou redução de 20% no tempo de integração de novos colaboradores e aumento de 15% na satisfação dos funcionários com a aplicação do DISC de forma estruturada em processos de seleção e desenvolvimento. Algo próximo do que vemos na rotina de nossos clientes.
No contexto da aplicação de relatórios DISC em RH, percebemos ganhos nos seguintes pontos:
- Realocação mais assertiva de talentos nos times;
- Redução de conflitos por ajuste de perfil;
- Apoio na personalização de feedbacks e lideranças;
- Rapidez para identificação de necessidades de desenvolvimento.
O DISC é prático, direto e profundamente útil para criar times harmônicos. Entretanto, por ser focado nas quatro dimensões, pode ser menos profundo em aspectos motivacionais e subjetivos.
Como o MBTI pode transformar o ambiente de trabalho?
O MBTI, diferente do DISC, amplia a análise para a forma como as pessoas percebem o mundo, lidam com decisões e processem informações. Em vez de somente mapear comportamentos, ele também destaca motivações, valores e preferências de pensamento. Suas aplicações no RH são diversas:
- Promove o autoconhecimento profundo dos colaboradores;
- Revela diferenças de estilo interpessoal que afetam lideranças;
- Oferece insights para estratégias de comunicação mais eficientes;
- Amplia discussões sobre diversidade de pensamentos dentro dos times.
Na prática, notamos que o MBTI contribui muito em etapas de desenvolvimento gerencial, coaching e processos de mudança organizacional. Ele ajuda, por exemplo, gestores a entenderem se suas equipes tendem a ser mais analíticas ou intuitivas, mais propensas à inovação ou à manutenção de rotinas. Com isso, é possível personalizar estratégias de engajamento e comunicação.
Apesar destas vantagens, muitos gestores pontuam que o MBTI exige um entendimento mais profundo para ser bem utilizado. Os relatórios costumam ser densos e, sem orientação adequada, há risco de interpretações simplistas ou uso equivocado dos tipos psicológicos.

Comparativo direto: DISC ou MBTI para médias empresas?
Nas médias empresas, onde recursos e tempo são mais limitados, a escolha entre DISC ou MBTI costuma passar pela facilidade de aplicação e retorno prático para o RH. Veja alguns pontos de comparação que reunimos a partir da experiência da SeuComportamento:
- Tempo de aplicação: O DISC pode ser respondido em poucos minutos, com relatórios prontos em tempo real. O MBTI leva um pouco mais de tempo e pede reflexão mais cuidadosa das respostas, o que pode atrasar processos urgentes.
- Clareza dos resultados: Os relatórios DISC tendem a ser mais objetivos e de interpretação direta, o que facilita decisões rápidas e discussões com lideranças.
- Aprofundamento: O MBTI proporciona reflexões mais amplas sobre motivações pessoais, ideais para processos de coaching e desenvolvimento individual.
- Ajuste de equipes: O DISC destaca rapidamente lacunas e excessos em perfis dentro dos times, ajudando a equilibrar funções e expectativas.
- Limitações: O DISC limita-se aos comportamentos observáveis, e o MBTI, por sua vez, pode ser difícil de aplicar em processos mais operacionais ou de volume.
Cada método tem o seu lugar quando a ideia é desenvolver pessoas e criar times colaborativos.
Exemplos reais de aplicação no RH
Em nossa atuação, já acompanhamos empresas em que o DISC foi adotado para reestruturar setores e reduzir conflitos. Em uma delas, a análise permitiu equilibrar o número de perfis influentes e estáveis entre supervisores e operadores, trazendo harmonia para o processo operacional.
Já o MBTI, quando bem conduzido, fez diferença em programas de jovens lideranças e desenvolvimento de gestores, servindo como base para discussões sobre estilos de liderança e formas de dar feedback, tema aprofundado no conteúdo adaptação de estilos de liderança aos perfis DISC.
Assim, nossa experiência mostra que DISC e MBTI podem até ser complementares, dependendo do objetivo de cada etapa do RH. Na indução, alocação e análise rápida de times, DISC tende a trazer ganhos palpáveis. No desenvolvimento de lideranças e autoconhecimento, MBTI brilha mais.
Limitações observadas nas duas metodologias
É importante não criar falsas expectativas quanto ao poder dos testes. Nenhum modelo prevê resultados absolutos ou deve ser base única para decisões que afetam carreiras. Entre as principais limitações que notamos estão:
- Os dois modelos dependem da honestidade e autopercepção dos colaboradores;
- O contexto social e cultural pode influenciar as respostas e interpretações;
- A aplicação sem acompanhamento técnico pode gerar rótulos ou conflitos, especialmente no MBTI;
- O uso isolado das ferramentas não resolve problemas de turnover ou fit comportamental, mas sim sua integração ao planejamento de pessoas.
Como definir a ferramenta para sua empresa?
A escolha passa pelo objetivo do RH, tempo, recursos e cultura da empresa. O DISC oferece facilidade, rapidez e clareza, ideal para diagnósticos rápidos e criação de times equilibrados. O MBTI demanda tempo e acompanhamento, mas entrega insights profundos sobre motivações e perspectivas.
Em médias empresas, acreditamos que o DISC supre com mais eficiência as demandas de gestão de talentos, seleção e integração, especialmente quando alinhado a ferramentas de inteligência artificial, como propomos na SeuComportamento.
Se desejar aprofundar na prevenção de erros comuns em gestão de talentos, sugerimos consultar nosso artigo sobre gestão de talentos: 7 erros comuns e como corrigi-los rápido.
Quer um olhar mais analítico sobre a comparação entre as metodologias? Indicamos o artigo DISC vs MBTI: qual ferramenta é melhor para compreender sua equipe?.
Conclusão: qual perfil atende melhor ao RH?
Ao longo dos anos, a SeuComportamento se deparou com realidades muito diferentes, mas uma certeza permanece:
O teste ideal é aquele que se encaixa nos objetivos da empresa e está integrado a uma estratégia de gestão de pessoas.
Para médias empresas, o DISC se destaca pelo seu formato objetivo e alta aplicabilidade. Nossos clientes costumam notar maior engajamento, ajuste de perfil e ganhos práticos desde a integração até as avaliações de desempenho, especialmente quando aliado à tecnologia de relatórios inteligentes.
Se deseja experimentar o método que melhor se adapta às estratégias modernas de RH, sugerimos conhecer nossos diferenciais e pedir o primeiro relatório DISC grátis. Dê o próximo passo para entender, integrar e desenvolver sua equipe de forma mais rápida e inteligente.
Perguntas frequentes sobre DISC e MBTI
O que é o teste DISC?
O teste DISC é uma ferramenta de análise comportamental que avalia como uma pessoa reage em situações do cotidiano, principalmente no ambiente profissional. Ele agrupa os comportamentos em quatro estilos principais: Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade. Serve como apoio para seleção, integração, desenvolvimento e formação de equipes equilibradas.
O que é MBTI e como funciona?
MBTI significa Myers-Briggs Type Indicator, uma metodologia que classifica pessoas em 16 tipos de personalidade, segundo preferências como foco (introversão/extroversão), percepção, julgamento e modo de tomar decisões. O teste é respondido por meio de perguntas sobre situações do dia a dia e auxilia no autoconhecimento e nas relações interpessoais.
Qual teste é melhor para RH?
Para demandas operacionais, seleção e integração, o DISC costuma ser recomendado por sua objetividade e facilidade de uso. O MBTI pode ser melhor no desenvolvimento de liderança e coaching. A escolha depende do contexto e dos objetivos do RH, não há resposta única.
Como escolher entre DISC e MBTI?
Indique seus objetivos principais. Se busca rapidez, clareza e integração de equipes, o DISC pode ser mais útil. Para trabalhos de autoconhecimento profundo, desenvolvimento individual ou mudança cultural, o MBTI pode ser mais interessante. Também pode-se usar ambos em diferentes etapas.
DISC ou MBTI vale mais a pena?
Para médias empresas, nossa experiência mostra que DISC entrega resultados mais ágeis e diretos para gestão de equipe, seleção e acompanhamento de desempenho. O MBTI agrega valor em propostas mais longas e orientadas ao crescimento individual e liderança, mas pede acompanhamento especializado.
